O ex-assessor de ordens de Jair Bolsonaro, o tenente-coronel do Exército Mauro Cid, obteve permissão para antecipar sua aposentadoria. A instituição formalizou, na sexta-feira (20), sua transição para a reserva remunerada a partir de 2 de março.
A autorização partiu do comando militar, após Cid solicitar a passagem para a reserva remunerada através da cota obrigatória, um recurso que possibilita a aposentadoria antecipada.
Aos 46 anos e com 29 anos e 11 meses de serviço, Cid teria direito a se aposentar completamente após 31 anos de atuação. Com a aposentadoria antecipada, a diminuição de salário na reserva será mínima, e ele continuará usufruindo dos benefícios da ativa, recebendo cerca de R$ 16 mil mensais. Entretanto, o militar terá que desocupar a residência funcional em Brasília dentro de 90 dias.
A portaria que estabelece a transferência do ex-assessor para a reserva foi assinada pelo general de Brigada Luiz Duarte de Figueiredo Neto, atual diretor de Assistência ao Pessoal do Exército.
Cid, que atuou como assessor de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado a dois anos de reclusão por sua participação na tentativa de golpe; no entanto, sua pena foi atenuada após um acordo de delação com a Polícia Federal. Esta pena reduzida possibilitou que ele mantivesse seu cargo no Exército, evitando processos na Justiça Militar.

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