A pintura *Os Bêbados*, conhecida como “Festejar São Martinho” e criada por José Malhoa, foi recentemente adquirida pelo governo e será exibida no Museu do Abade de Baçal, conforme noticiado na última sexta-feira pela Museus e Monumentos de Portugal (MMP).
Das 16 obras adquiridas pela Comissão de Aquisição de Bens Culturais para Museus e Palácios Nacionais (CABC), a criação de Malhoa se destacou como a mais importante da nova coleção, sendo adquirida por 400 mil euros, um valor que a torna, possivelmente, a mais valiosa já comprada para o Museu do Abade de Baçal, conforme revelado pelo diretor Jorge da Costa.
Esta pintura a óleo, datada de 1912, irá enriquecer a coleção de naturalismo do museu localizado em Bragança.
“Dentre as obras adquiridas, todas de grande significado para o patrimônio nacional, é absolutamente pertinente que *Os Bêbados*, de José Malhoa, de 1912, faça parte do acervo do Museu do Abade de Baçal. Isso contribui para realçar uma coleção magnífica, representativa do naturalismo”, afirmou Jorge da Costa, acrescentando que é “essencial” que instituições como o Museu do Abade de Baçal tenham acesso a obras dessa relevância. Isso não apenas atrai mais visitantes, mas também valoriza a coleção existente”, explicou.
No total, foram investidos 648.795,62 euros na compra dessas obras, que fortalecerão as coleções de oito museus nacionais.
O diretor Jorge da Costa ainda mencionou que “existem diversas versões desta pintura”, e a que será transferida para o Museu do Abade de Baçal “não alcança a grandiosidade da que se encontra no Museu Nacional de Arte Contemporânea”. No entanto, ele assegurou que “continua sendo uma peça essencial de José Malhoa”, e por essa razão, “estamos muito satisfeitos em incluir esta obra excepcional em nosso acervo”, enfatizou.
Em seu comunicado, a MMP ressaltou que a Comissão para Aquisição de Bens Culturais para Museus e Palácios Nacionais “tem como principal função sugerir a aquisição de bens culturais de excepcional importância patrimonial, que são fundamentais para as coleções de museus, monumentos e palácios. Para isso, deve identificar as obras que merecem integrar as coleções nacionais e avaliar as propostas apresentadas pelos diretores das instituições sob a gestão da MMP”.
A comissão de 2025 foi formada pelo presidente do Conselho de Administração da MMP, juntamente com os diretores do Museu Nacional de Arte Antiga, do Museu Nacional de Machado de Castro, do Museu Nacional de Arqueologia, do Museu do Abade de Baçal, do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém.

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