O Banco Central do Brasil revelou que mais de R$ 10,5 bilhões permanecem esquecidos em instituições financeiras no território nacional, prontos para serem retirados por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR). Dados atualizados, divulgados esta semana, indicam que esse valor aumentou em relação ao mês passado, afetando cerca de 52 milhões de pessoas.
Deste montante, cerca de R$ 8,1 bilhões pertencem a indivíduos, enquanto R$ 2,4 bilhões estão associados a empresas. Apesar do valor expressivo, a maior parte da população tem quantias modestas a receber.
Conforme a pesquisa, cerca de 80% dos beneficiários possuem até R$ 10 disponíveis para retirada. Apenas uma fração mínima, inferior a 2%, detém quantias superiores a R$ 1.000.
Os recursos esquecidos estão, principalmente, em bancos, mas também abarcam administradoras de consórcios, cooperativas, financeiras e outras instituições supervisionadas. Desde o lançamento do sistema em 2022, mais de R$ 14 bilhões já foram devolvidos aos legítimos proprietários.
Como verificar e resgatar os valores
A consulta pode ser feita sem custo por qualquer indivíduo ou empresa no portal oficial do SVR. Para checar se há valores a serem resgatados, é preciso inserir o CPF e a data de nascimento, no caso de pessoas físicas, ou o CNPJ e a data de constituição para empresas.
Se houver algum valor a ser retirado, o sistema redireciona o usuário para o portal Gov.br, onde é necessário ter uma conta com nível prata ou ouro e passar por autenticação em duas etapas. O processo de resgate é fácil, bastando indicar uma chave Pix para o depósito.
O Banco Central também possibilita a consulta de valores em nome de falecidos ou empresas que já foram encerradas, aumentando a abrangência do sistema.
A autoridade monetária destaca que o acesso ao SVR deve ser feito rigorosamente pelos canais oficiais. Não há taxas a serem pagas para consultar ou realizar o resgate dos valores, e é prudente evitar mensagens com links não reconhecidos.

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